sábado, 25 de outubro de 2008

4º Campeonato Brasileiro de Bumerangues

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O 4º Campeonato Brasileiro de Bumerangue, organizado pela ABB, acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de novembro em Bal. Camboriú - SC.

É muito importante que todos os participantes fiquem no mesmo hotel. Com isso teremos preços melhores e teremos uma integração maior entre os competidores. Lembramos também, que a palestra do Chet Snouffer será no hotel (provavelmente a beira da piscina aquecida e com um churrasquinho).

O hotel oferece café da manhã, sala de jogos, piscina aquecida, área de lazer, farmácia anexa, 700 metros do campo, 200 metros de dois supermercados, 300 metros da praia, ponto de ônibus a 50 metros (para ir para a Rodoviária, que fica em frente ao novo Shopping), e 200 metrosda principal avenida (que é considerada um dos maiores Shoppings Centers a céu aberto da América do Sul).

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Como funciona o Bumerangue ?

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Como funciona o bumerangue?

Se você pensa que esse milenar projétil de origem australiana é uma brincadeira primitiva, está muito enganado. Criado há pelo menos 10 000 anos, o wu-mera – "pau da vida" ou "alavanca", como foi batizado pelos aborígenes turuwal – é um prato cheio para qualquer curso de engenharia avançada, um festival de fenômenos físicos tão complexo que explicar seu percurso de ida e volta é um osso duro de roer até para especialistas experientes... que dirá simples mortais como nós! "Arremessado corretamente, o bumerangue é submetido a um conjunto de forças aerodinâmicas que faz com que, a cada momento, ele se desvie ligeiramente para o lado, resultando em sua característica trajetória circular", diz Nide Geraldo Couto, engenheiro do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). "Antes de mais nada, ele é capaz de voar porque possui o formato de um par de asas (veja o Quadro 1 do info). Isso cria uma força direcionada para cima: é a chamada força de sustentação, que mantém o objeto voando." Como o bumerangue é arremessado na vertical, essa força acaba agindo na horizontal, direcionando-o para o centro do círculo a ser traçado no ar – ou seja, atua também como uma força centrípeta (veja o Quadro 2). "É a mesma força que ajuda um carro a fazer uma curva", afirma Couto. O casamento dessas forças chama-se efeito giroscópico: ao girar do bumerangue, elas se distribuem de forma diferenciada em cada ponta (3 e 4). Essa diferença é que faz o objeto estar continuamente mudando de direção (5), até fazer a volta completa. Tudo isso foi desenvolvido a partir de um primeiro modelo de bumerangue não-retornável, usado como arma para guerra e caça. O sucesso nestas funções tornou-o um utensílio de uso diário pelos nativos: ora friccionado para fazer fogo, ora no papel de faca, martelo ou pá, ou mesmo como instrumento de percussão e até brinquedo. Hoje o bumerangue se espalhou pelo mundo e se tornou um esporte popular, com campeonato mundial de diversas modalidades: maior distância, tempo máximo no ar e melhor malabarismo, entre outras.

Para saber mais

Na internet:

http://www.bumerangue.com

http://mutley.ucdavis.edu/Book/Sports/instructor/boomerang-01.html


1. O formato abaulado de asa é o que mantém o bumerangue voando após o arremesso. O ar que passa por baixo, onde o objeto é reto, tem de percorrer uma distância menor que o ar que dá a volta por cima, onde ele é curvo. Fazer essa curva aumenta a velocidade do ar. Quanto maior a velocidade, menor a pressão: ou seja, a pressão embaixo resulta maior que a de cima. Isso gera a chamada força de sustentação, que impede a queda imediata do bumerangue

2. Como o bumerangue é arremessado na vertical, a força de sustentação aponta para o centro do trajeto a ser percorrido. Assim, ela funciona também como uma força centrípeta, desviando o objeto voador para o lado e provocando a curvatura de seu percurso circular

3. À medida que o bumerangue gira, sua ponta que está para cima sempre se projeta para a frente e a de baixo, para trás. Assim, a ponta superior sempre ganha mais velocidade que a inferior, embora o centro do objeto se desloque a uma velocidade constante. É como um peão que gira sobre si mesmo, mas ao mesmo tempo se desloca no espaço: o chamado efeito giroscópico, que fará o bumerangue dar a volta completa no ar

4. Esta é a aerodinâmica de toda asa: quanto maior a velocidade, maior a força de sustentação (por isso um avião só decola ao atingir uma velocidade mínima). Da mesma maneira que a velocidade da ponta de cima é maior que a de baixo, a força de sustentação que age na extremidade superior é maior que a outra

5. Apesar de a força de sustentação extra surgir na ponta superior, ela só surte efeito um quarto de volta depois, quando esta mesma ponta passa para a frente . Moral da história: toda vez que uma das extremidades assume a posição frontal, o objeto estará um pouco mais deslocado para o centro. Assim, o efeito giroscópico vai se completando, até o bumerangue retornar à mão de quem o lançou

Para cumprir seu destino circular, o bumerangue tem de ser atirado quase na vertical. A chave é o ângulo, que precisa ser calculado conforme o vento. Se estiver ventando forte, o objeto deve ser jogado mais em pé, em um ângulo fechado, para não subir demais. Se não, o vento o leva embora, para nunca mais voltar. Da mesma maneira, um vento fraco pede um lançamento com o bumerangue mais deitado, em um ângulo aberto.


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